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Índice |
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Introdução |
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Identificação dos riscos biológicos |
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Condições de exposição a resíduos biológicos
perigosos |
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Resíduos sólidos
urbanos |
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Carga de trabalho
externa |
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Patologia
infecciosa |
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Acidentes |
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Resíduos
Hospitalares |
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Carga de trabalho
externa |
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Patologia
infecciosa |
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Acidentes |
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Resíduos
Biológicos Industriais |
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Tipos de agente |
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Bactérias |
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Vírus |
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Fungos |
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Modo de acção dos microorganismos patogénicos |
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Transmissão das doenças infecciosas |
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Condições de contaminação |
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Parâmetros aferidores de toxicidade |
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Dose Letal |
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Rótulo |
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Embalagem |
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Manipulação |
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Transporte |
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Transvase |
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Vias de Exposição |
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Exposição por via
cutânea |
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Exposição por via
respiratória |
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Valores limites de
exposição para substância nocivas no ar nos locais de trabalho |
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Ingestão |
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Redução do risco biológico - Medidas de prevenção |
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Trabalhos susceptíveis de exposição a agentes biológicos |
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Contentores de recolha, transporte de resíduos
sólidos urbanos |
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Dimensões e peso |
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Contentores
destinados a resíduos hospitalares |
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Contentores não
incineráveis |
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Contentores para
cortantes e perfurantes |
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Conclusões |
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Prevenção Primária |
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Prevenção
Secundária |
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Prevenção Terciária |
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Bibliografia utilizada |
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Introdução
A Gestão adequada de
resíduos é um desafio inadiável para as sociedades modernas. O desenvolvimento das
actividades económicas em que existe o risco de exposição a agentes biológicos,
aumenta significativamente, designadamente em resultado do desenvolvimento da
investigação das biotecnologias através das quais se procede a sua produção e
utilização, e nomeadamente a sua recolha após utilização e deposição como
resíduo em destino final.
Os trabalhadores podem
estar expostos a agentes biológicos com riscos para a sua saúde em muitas
actividades, mas com toda a certeza , o estão na actividade de recolha e tratamento
de resíduos de várias espécies, sejam urbanos ou industriais, e mais intensamente nomeadamente em laboratórios de
investigação, serviços hospitalares, laboratórios clínicos e de diagnóstico,
matadouros, na recolha e tratamento de resíduos em diversos ramos da indústria
e urbanos
Os agentes biológicos
com efeitos nocivos para a saúde, podem formar-se por diversos processos,
nomeadamente nos processos industriais em que o maior risco de exposição dos
trabalhadores a agentes biológicos perigosos.
1. - Identificação dos Riscos Biológicos
A noção de probabilidade
ou possibilidade de ocorrência indesejada ou perigosa corresponde à definição
de risco. O risco (ou factor de risco) mede a maior ou menor probabilidade da
ocorrência de um evento indesejado ou perigoso.
Factor de risco - Causa de ocorrência ®lesão ou doença ®que envolve :
O aumento ou diminuição
da probabilidade de adoecer ou morrer ao praticar ou evitar um comportamento.
Associada à existência
dos factores de risco encontra-se a noção de risco laboral, um conceito
estatístico, que quantifica uma probabilidade de ocorrência de um acontecimento
mortal ou lesivo durante o exercício da actividade profissional.
Os factores de risco
laboral são uma componente (inerente ou concominante) de uma qualquer actividade, que gera condições de
probabilidade de grau diverso para que o acidente ou doença ocorra em
consequência do exercício dessa actividade.
É fácil entender que são
habitualmente inerentes às condições e processos do trabalho ou às exposições
aos agentes biológicos existentes, levando à probabilidade de ocorrência de
alterações na saúde dos trabalhadores. Outros factores concominantes não
directamente relacionados com a actividade de
recolha, transporte e tratamento de resíduos podem constituir risco.
Um factor de risco
laboral de origem biológica pode aumentar, resultando em diferentes taxas de
incidência de acidentes de trabalho, doenças profissionais, ou outras
alterações de saúde relacionadas com o trabalho.
Em relação a todas as actividades de recolha,
transporte e tratamento de resíduos susceptíveis de apresentar um risco de
exposição a agentes biológicos, devem ser determinados: a natureza, o grau e o
tempo de exposição dos trabalhadores envolvidos, a fim de poderem ser avaliados
os riscos para a segurança ou para a saúde dos trabalhadores e estabelecidas as
medidas a tomar.
A avaliação será efectuada com base em todas
as informações disponíveis, nomeadamente:
Ä a classificação dos
agentes biológicos que apresentam ou podem apresentar um perigo para a saúde
humana;
Ä as recomendações das
autoridades responsáveis que indiquem a conveniência de submeter o agente
biológico a medidas de controlo, a fim de proteger a saúde dos trabalhadores
que estejam ou possam vir a estar expostos a tais agentes devido ao seu
trabalho;
Ä as informações sobre
as doenças que podem ser contraídas devido á natureza do trabalho;
Ä os potenciais
efeitos alérgicos ou tóxicos resultantes do trabalho;
Ä o conhecimento de
uma doença verificada num trabalhador directamente relacionada com o seu
trabalho;
Esta avaliação deve regular renovada e, em
qualquer caso, sempre que se verifique
qualquer alteração das condições susceptíveis
de afectar a exposição dos trabalhadores aos agentes biológicos.
1.2. - Condições de exposição a resíduos biológicos
perigosos
Existem bastantes variáveis que condicionam a forma como o
trabalhador dos resíduos é exposto a substâncias de risco biológico.
De entre elas podem referir-se a quantidade,
a concentração de agente perigoso, a duração da exposição, o local da exposição
e a respectiva duração.
Factores de concentração, têm importância
determinante. Factores como tempo de exposição são também importantes. Também a
frequência com que está exposto á substância perigosa tem elevada importância.
Deverá portanto, distinguir-se as
características da exposição:
Exposição
aguda local- ocorre numa zona localizada do organismo durante um período de tempo
curto;
Exposição
crónica local- ocorre numa zona localizada do organismo durante um período de tempo
longo;
Exposição
aguda sistémica- afecta um órgão especifico afastado do local da exposição, após uma
exposição curta;
Exposição
crónica sistémica- afecta um órgão especifico afastado do local da exposição, após uma
exposição prolongada.
Para alem das características intrínsecas á
substância, as circunstâncias próprias dos indivíduos, tais como o sexo, a
idade, o estado físico e /ou psicológico, a alimentação, a actividade física,
etc., são também aspectos a ter em conta quando se avalia a perigosidade de
risco biológico para a saúde.
Há ainda alguns aspectos como sejam factores
ambientais, condições de trabalho (tais como temperatura, pressão e humidade,
composição da atmosfera) que pode influenciar a forma e/ou o grau em que uma
substância interactua com o organismo.
Mesmo as condições sociais podem influenciar
a resposta do indivíduo á exposição a uma substância biológica, ou seja, pode
concluir-se que a perigosidade de determinada substância biológica perigosa
depende de factores que lhe são intrínsecos e de outros que lhe são
extrínsecos.
Consideram-se
susceptíveis de risco biológico na recolha, transporte e tratamento 3 tipos de
resíduos:
1º-Residuos Sólidos
Urbanos (RSU)
2º-Residuos Hospitalares
3º-Residuos Industriais
1.2.1. -Residuos Sólidos Urbanos (RSU)
O produto com que lidam
é composto por uma mistura complexa de sólidos de origem domestica comercial e
industrial, cuja composição está sujeita a variações constantes e por vezes
repetidas.
Embora a legislação proíba a deposição de materiais perigosos é
difícil o seu cumprimento e, quer por
descuido, quer intencionalmente, são depositados alguns materiais perigosos,
criando problemas especiais e riscos adicionais aos trabalhadores da recolha
transporte e tratamento dos resíduos.
Consideram-se resíduos
sólidos urbanos (RSU) os seguintes resíduos:
a)
Resíduos Sólidos Domésticos-
todos os resultantes da actividade nas habitações ou que produzidos em locais
não destinados à habitação a eles se assemelhem.
b)
Resíduos Sólidos da Limpeza
Publica- os desperdícios existentes na via publica ou depositados em
recipientes adequados para o efeito.
c)
Resíduos Sólidos Comerciais- os
resíduos provenientes de estabelecimentos comerciais, escritórios, restauração,
serviços e similares.
d)
Resíduos Sólidos Industriais
Equiparados a Resíduos Sólidos Urbanos- os resíduos provenientes das unidades
industriais resultantes de actividades acessórias e que possuam composição
semelhante á dos resíduos sólidos urbanos.
Sistematizando, os
principais parâmetros com influência sobre a saúde dos trabalhadores da recolha, transporte e tratamento dos
(RSU) teremos:
I)Carga de trabalho externa
1º) GASES
Ø
Gases combustíveis
Ø
Gases de fermentação de matéria orgânica
Ø
Produtos
de Combustão;
2º) LÍQUIDOS
Ø
Líquidos lexiviantes de grande diversidade
3º) EXPOSIÇÃO A FACTORES
DE RISCO FÍSICOS:
Ø
Condições adversas de temperatura e humidade;
Ø
Incomodo olfativo-compostos azotados e sulfurados;
4º)EXPOSIÇÃO A FACTORES
INFECÇIOSOS:
a) Duas famílias de
bactérias
Ø
Enterobactérias
Ø
Coccos
b) Vírus
Ø
Enterovirus
Ø
Poliovirus
Ø
Vírus da Hepatite A e B
c) Fungos
d) Parasitas
5º) OUTROS RISCOS
BIOLÒGICOS
a)- Insectos e parasitas
b)- Ratos
II)Patologia infecciosa
a) DOENÇAS RECONHECIDAS
PELA LEGISLAÇÃO PORTUGUESA
Ø
Laptospirose
Ø
Tétano
Ø
Brucelose
Ø
Raiva
Ø
Dermatofitas
b) OUTRAS INFECÇÕES MAIS
PREVALENTES NESTES TRABALHADORES
Ø
Salmonelose
Ø
Bactérias enteropatogénicas (E. cili, proteus,...)
Ø
Enterovirus: poliomielite; hepatites virais .
Ø
Dermatoses infecciosas e fúngicas .
Ø
Tuberculoses .
Ø
Infecções O.R.L, e brôquicas.
c) OUTROS TIPOS DE
PATOLOGIA
Ø
Eczemas de tipo alérgico ; não-infecciosos
Ø
Conjuntivites de contacto com pós gases ou
goticulas líquidas .
Ø
Alterações cardiovasculares.
Ø
Alterações da fórmula sanguínea .
Ø
Patologia osteo-articular / Lombalgias .
III)Acidentes
1º) Lesões por
traumatismo ou queda :
Ø
São muito frequentes os traumatismos de mãos ou
pés por queda de contentores.
Ø
Os escorregamentos com queda são acidentes
frequentes, provocando lesões de gravidade variável .
2º) Intoxicação
acidental por gases :
Ø
Metano
Ø
Monóxido de carbono .
3º) Outras causas de
lesões :
Ø
Atropelamentos e acidentes ligados á circulação
rodoviária .
Ø
Lombalgias de esforço .
Resíduos Clínicos e
Hospitalares são resíduos provenientes de unidades de saúde, designadamente
Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, centros de Enfermagem, Laboratórios etc.,
e sempre que exista a possibilidade de contaminação susceptível de constituir
risco para a Saúde Pública.
A existência de resíduos
provenientes da prestação de cuidados de saúde a seres humanos, incluindo as
actividades médicas de prevenção, diagnostico, tratamento e investigação,
constitui um importante problema de saúde publica e ambiental e determina
crescente atenção na salvaguarda dos efeitos negativos para os trabalhadores de
recolha e que pode até afectar as populações.
A recolha e tratamento
de resíduos hospitalares é um problema de maior acuidade, quer do ponto de
vista da saúde publica, quer dos trabalhadores envolvidos.
Atendendo á evolução que
se tem vindo a verificar nesta área, importa integrar nas acções que visam a
eliminação destes resíduos os progressos que a técnica vem disponibilizando
permitindo o recurso a distintas tecnologias de tratamento, classificar os
resíduos e separá-los na origem.
Assim devem
apresentar-se como susceptíveis de risco biológico os seguintes grupos de
resíduos hospitalares
Não perigosos os grupos
I e grupo II, e resíduos perigosos os dos grupos III e grupo IV, conforme a
seguinte definição;
Grupo I- Resíduos equiparados a
urbanos, são aqueles que não apresentam exigências especiais no seu tratamento.
Contem-se neste grupo:
a)
Resíduos provenientes de
serviços gerais( como gabinetes, salas de reunião, salas de convívio,
instalações sanitárias , vestiários etc. );
b)
Resíduos provenientes de
serviços de apoio (como oficinas , jardins, armazéns e outros );
c)
Embalagens e invólucros comuns
( como papel, cartão, mangas mistas, e outros de idêntica natureza )
d)
Resíduos provenientes da
hotelaria , resultantes da confecção, e restos de alimentos servidos a doentes
não incluídos no grupo III.
Grupo II - Resíduos hospitalares
não perigosos- são aqueles que não estão sujeitos a tratamentos específicos ,
podendo ser equiparados a urbanos.
Incluem-se neste grupo :
a)
Material ortopédico: talas,
gesso e ligaduras gessadas não contaminados e sem vestígios de sangue ;
b)
Fraldas e resguardos
descartáveis não contaminados e sem vestígios de sangue ;
c)
Material de protecção
individual utilizado nos serviços gerais e de apoio, com excepção do
utilizado na recolha de resíduos ;
d)
Embalagens vazias de
medicamentos ou outros produtos de uso clinico e /ou comum, com excepção dos
incluídos no grupo III e no grupo IV;
e)
Frascos de soros não
contaminados , com excepção dos do grupo IV ;
São resíduos
contaminados ou suspeitos de contaminação, susceptíveis de incineração ou de
outro pré - tratamento eficaz, permitindo posterior eliminação como resíduo
urbano.(RSU).
Inserem-se neste Grupo;
a) Todos os resíduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes infecciosos
ou suspeitos, de unidades de hemodiálise, de blocos operatórios, de salas de
autópsia e de anatomia patológica, de patologia clinica e de laboratórios de
investigação;
b) Todo o material utilizado em diálise;
c) Peças anatómicas não identificáveis;
d) Resíduos que resultam da administração de sangue e derivados;
e) Sistemas utilizados na administração de soros e medicamentos
f) Sacos colectores de fluídos orgânicos e respectivos sistemas;
g) Material ortopédico: talas, gesso e ligaduras gessadas contaminados ou com
vestígios de sangue; material de prótese retirado a doentes
h) Fraldas e resguardos descartáveis contaminados ou com vestígios de sangue;
i) Material de protecção individual (EPI) utilizado em cuidados de saúde e
serviços de apoio geral em que haja contacto com produtos contaminados ( como
luvas, máscaras, aventais e outros)
Resíduos hospitalares
específicos, de vários tipos de incineração obrigatória.
Integram-se neste grupo:
a) Peças anatómicas identificáveis, fetos e plancetas;
b) Cadáveres de animais de experiência laboratorial;
c) Materiais cortantes e perfurantes: agulhas, catéteres e todo o material
invasivo;
d) Citostáticos e todo o material utilizado na sua manipulação e
administração;
Os resíduos devem ser
devidamente acondicionados de modo a permitir uma identificação clara da sua
origem e do seu grupo.
a)
Os resíduos do Grupo III em
recipientes de cor branca, com indicativo de risco biológico;
b)
Os resíduos do Grupo IV em
recipientes de cor vermelha, com excepção dos materiais cortantes e perfurantes
que devem ser acondicionados em recipientes, contentores, imperfuráveis, todos
com indicativo de risco biológico;
c)
Os contentores utilizados para
armazenagem e transporte dos resíduos biológicos devem ser facilmente
manuseáveis, resistentes, estanques, mantendo-se hermeticamente fechados,
laváveis e desinfectáveis.
Os resíduos devem ser acondicionados em sacos de plástico
(Rilsam) completamente selados aquente ,soldadura térmica, devidamente
referenciados em relação à origem e ao conteúdo dos resíduos.
Quanto ás agulhas e seringas devem ser colocadas em
contentores herméticos e incineráveis e também devem estar devidamente
referenciados em relação à sua origem e ao seu conteúdo.
Cada unidade de saúde deve ter um plano adequado á sua
dimensão, estrutura e á quantidade de resíduos produzidos para a circulação
destes, devendo o circuito ser definido segundo critérios de operacionalidade e
de menor risco para doentes trabalhadores da recolha e publico em geral.
Cada unidade de saúde deve ter um local de armazenamento
especifico e separado para os resíduos biológicos devendo estar devidamente
sinalizado.
O compartimento para armazenamento de contentores
deverá cumprir como mínimos a s seguintes
condições:
a)Localização